Eduarda acorda, se arruma cuidadosamente (vai que...), se atrasa e chega ao trabalho. Sempre sai mais tarde, volta para casa, não janta, não assisti TV. Dorme. É assim todos os dias.
Nessa manhã foi diferente. Eduarda passa pelo departamento vizinho e percebe que um cara novo acaba de começar ou talvez tenha voltado de férias. Enfim, olha de novo para registrar bem aquela pessoa. Na frente do seu computador, o vê andando de um lado para o outro. Pensa: “o que ele tanto faz lá fora”. Repara na calça, na camiseta. Gosta de ver as estampas. “humm...interessante”. Não gostou do sapato, achou que era gay, mas talvez não seja. Ele olha para Eduarda.
Ela vai até a área de fumantes da empresa. “acho que ele fuma. Já fumei um dia, vou voltar”. Compra um maço de cigarros e isqueiro. Acende, ele chega. Ela olha. Ele olha. “Será que é gay?”. O cigarro termina, Eduarda volta para aquele texto que precisa entregar em cinco minutos.
Ele passa de novo. Ela repara a calça, de novo. “droga, pare de olhar Eduarda”. Não resiste, dá um sorriso. Ele outro.
Eduarda recebe um email.
— Oi, trabalha aqui faz tempo? Bjs Marcelo.
“Beijos Marcelo?? Quem é Marcelo? Será que é o cara novo? Mas, que rápido. Melhor responder”.
— Oi, não e você? Bjs Eduarda.
“Por que coloquei bjs Eduarda, nem sei quem é. E se não for o cara novo”. Mais um email.
— Não, estava de férias, era de outro departamento. Não sabia que fumava. Nunca te vi. Namora?
Ela discretamente tenta descobrir o nome do cara novo, mas ninguém sabia.
— Também nunca te vi. Fumo faz tempo, mas consigo parar quando eu quiser. Solteira e você?
— Solteiro também. Hoje o pessoal daqui vai a um bar aqui perto. Está afim?
— Preciso terminar uns textos. O prazo é hoje, mas vou tentar ir. Me chama quando vocês forem
— Ok. Eu chamo. Bjs
Já passou o horário da Eduarda ir embora há muito tempo. Agora são 21h e não tem mais textos. 22h e não tem mais ninguém na empresa.
Ela vai embora, não janta, não assisti TV. Pensa. Abre o email. Dorme.
Eduarda pensou em tudo o que poderia ter acontecido para Marcelo não chamá-la. “Ele deve ter ficado com vergonha, talvez tenha mudado de ideia. Como fui burra, deveria ter marcado um horário. Perguntado onde era”.
Só não pensou que ela seria a pessoa errada. Marcelo se enganou.
Nessa manhã foi diferente. Eduarda passa pelo departamento vizinho e percebe que um cara novo acaba de começar ou talvez tenha voltado de férias. Enfim, olha de novo para registrar bem aquela pessoa. Na frente do seu computador, o vê andando de um lado para o outro. Pensa: “o que ele tanto faz lá fora”. Repara na calça, na camiseta. Gosta de ver as estampas. “humm...interessante”. Não gostou do sapato, achou que era gay, mas talvez não seja. Ele olha para Eduarda.
Ela vai até a área de fumantes da empresa. “acho que ele fuma. Já fumei um dia, vou voltar”. Compra um maço de cigarros e isqueiro. Acende, ele chega. Ela olha. Ele olha. “Será que é gay?”. O cigarro termina, Eduarda volta para aquele texto que precisa entregar em cinco minutos.
Ele passa de novo. Ela repara a calça, de novo. “droga, pare de olhar Eduarda”. Não resiste, dá um sorriso. Ele outro.
Eduarda recebe um email.
— Oi, trabalha aqui faz tempo? Bjs Marcelo.
“Beijos Marcelo?? Quem é Marcelo? Será que é o cara novo? Mas, que rápido. Melhor responder”.
— Oi, não e você? Bjs Eduarda.
“Por que coloquei bjs Eduarda, nem sei quem é. E se não for o cara novo”. Mais um email.
— Não, estava de férias, era de outro departamento. Não sabia que fumava. Nunca te vi. Namora?
Ela discretamente tenta descobrir o nome do cara novo, mas ninguém sabia.
— Também nunca te vi. Fumo faz tempo, mas consigo parar quando eu quiser. Solteira e você?
— Solteiro também. Hoje o pessoal daqui vai a um bar aqui perto. Está afim?
— Preciso terminar uns textos. O prazo é hoje, mas vou tentar ir. Me chama quando vocês forem
— Ok. Eu chamo. Bjs
Já passou o horário da Eduarda ir embora há muito tempo. Agora são 21h e não tem mais textos. 22h e não tem mais ninguém na empresa.
Ela vai embora, não janta, não assisti TV. Pensa. Abre o email. Dorme.
Eduarda pensou em tudo o que poderia ter acontecido para Marcelo não chamá-la. “Ele deve ter ficado com vergonha, talvez tenha mudado de ideia. Como fui burra, deveria ter marcado um horário. Perguntado onde era”.
Só não pensou que ela seria a pessoa errada. Marcelo se enganou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário