Está bem, não era isso que eu imaginava. Pensei em um fim de amor com mais desapego, mais sorrisos, mais leveza, mais liberdade. Esses dias me senti presa as lembranças antigas, a dar tchau no elevador, passar maquiagem e admirar a nossa foto, rir com uma taça de vinho de vinho na mão e encontrar seus olhos nas minhas palavras perdidas.
Admito, estou decepcionada comigo, ainda existem muitos guardanapos para serem escritos na mesa de bar, pessoas interessantes para conhecer e eu presa a lembranças antigas, cartas rabiscadas, fotos rasgadas. Passa logo tempo, passa e leva embora o que ainda resta. Leva essa saudade, leva carinho, leva amor, leva para bem longe de mim, mas leva de mansinho, não leva para sempre.
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