quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Desfez-se o nó

Desfez-se o nó do nosso amor quando te vi tomar banho e não fiquei feito cachorro feliz, abanando o rabo e correndo ao teu encontro. Sentei no vaso, roí as unhas enquanto o espelho embaçava. Não fiz corações e nem declarações. Senti calor, encurralada, presa desesperada.
Ainda bem que teu banho sozinho é rápido. Lembra que conversamos um pouco? Você parecia inseguro, tentou me fazer rir, brincou e saiu triste d'agua. As várias marés levaram pra tão longe o que jurei em teu ouvido, na cama, antes de dormir. Devia acreditar que nada é para sempre, nem amor. 



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